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Linux Acessível

Descobri esta semana, através da Dicas-L, mais um interessante link para adicionar à minha “coleção”: Linux Acessível. Acredito que o sub-título do blog explique seu objetivo: Enxergando com o Ubuntu. Apesar das dicas lá encontradas serem voltadas basicamente para Ubuntu, tenho certeza que podem ser aproveitadas para diversas outras distribuições.

Apesar de não ser portador de deficiências visuais e nem conviver com pessoas que as possuam, sempre tive curiosidade em entender como é possível tornar mais acessível qualquer tipo de sistema para estas pessoas. A primeira oportunidadeque tive de conhecer uma ferramenta que oferecesse algum tipo de ajuda foi no 5º FISL (Dasher – Write With Your Eyes ministrada por Matthew Garret). Fiquei fascinado com as possibilidades! Mas não sou nenhum expert no assunto, apenas um curioso mesmo.

É necessário reconhecer o excelente trabalho realizado pela equipe da Ubuntu. Conseguiram transformar o desktop Linux e a instalação do mesmo para usuários comuns em uma tarefa extremamente simples (eu diria que hoje em dia é mais fácil instalar um Ubuntu do que aquele outro sistema operacional pago – mas deixarei isto para outro post). Além disso, até onde sei, é uma das poucas distribuições populares que têm se empenhado em realizar um trabalho mais forte com acessibilidade (como disse anteriormente, não sou um profundo conhecedor do assunto, por isto, corrijam-me se eu estiver enganado!).

Logicamente que existem distros específicas para este objetivo (e aqui uma dica interessante sobre o assunto). Mas a atenção de grandes distribuições para o assunto pode contribuir significativamente no processo de inclusão destas pessoas.

Quando não somos portadores de alguma deficiência, ou não convivemos com pessoas que as possuam, nem sempre percebemos a dificuldade que isto pode representar. Quem quiser ler um exemplo real de superação e que nos ajuda a refletir, veja este relato publicado pelo Aurélio. Vale a pena!

É nós, pessoas privilegiadas por não possuírmos nenhum tipo de deficiência, o que podemos fazer? Além de ações oportunizadas pelos momentos do dia a dia (ajudar uma pessoa com deficiência visual a atravessar a rua, não se queixar com o ônibus que demorou um pouco mais para que um cadeirante pudesse entrar, etc), podemos contribuir de outras diversas formas. Já pensou em contribuir com um destes projetos abertos de acessibilidade? Se não pode contribuir finaceiramente, que tal tentar traduzir, testar, ou encontrar alguma outra forma?

Está montando uma nova página? Lembre-se de colocar hints para as figuras. Para quem está acessando sua página através de um leitor, isto pode ser uma grande diferença. Está escrevendo em seu blog aqui na WordPress (não posso responder por outros sistemas de blog) e vai adicionar um link? Então não esqueça de colocar um título significativo para o link (eu mesmo acabei de revisar todos meus posts para este item que não estava dando atenção!).

Enfim, existem diversas maneiras de colaborar num mundo mais acessível. Encontre a maneira de fazer a sua parte!

O mundo dos NETs sempre decepciona-me

Como diz meu amigo Thiago, “Reclame que vai“. Mas sinceramente acho não faria diferença neste caso. Então vou deixar minha reclamação aqui no blog a título de registro apenas…

Esta semana resolvi dar uma olhada nas opções de planos da Net (sou assinante de TV a cabo). Entrei na página e fui verificando os planos e canais oferecidos. O plano mais completo (sem os canais de filmes) fica por R$99,90 (valor aproximado de minha conta atualmente), e ofere praticamente o dobro de canais que possuo!

Como meu objetivo é reduzir custo, verifiquei que havia um plano chamado Estilo que provê praticamente os mesmos canais que tenho atualmente (perderia alguns poucos) e custa R$69,90. Este é o plano que queria e iria economizar uns R$30,00! Que beleza.

Eu nunca gostei da idéia de “planos”. Na minha opinião, deveríamos poder escolher quais canais assinar. Mais ou menos como acontece hoje através do iTune com as músicas! Quem sabe num futuro isto não mude…

Grande engano! Ao entrar novamente na página da Net hoje, para buscar o telefone local para contatos, percebi o campo “Digite aqui a sua cidade” (opção que não tinha percebido na consulta anterior). Digitei a cidade e fui novamente ver os planos. Além da redução nas opções de planos (antes eram 5 opções, agora apenas 3!), os canais disponibilizados também são bem diferentes (antes haviam mais canais nas opções mais completas). Agora a maior decepção: o preço!!! Descobri que pago mais por menos!

Talvez queiram me justificar que para SP a tibutação é outra e, por isto, podem ter um preço mais reduzido se comparado com o RS. Mentira! Acabei de verificar que para Porto Alegre a opção de planos e preços é idêntica a praticada em SP! Então o que justificaria tal diferença? Por que a NET estaria metendo a mão no meu bolso deste jeito?

Bom, então vamos adicionar mais este ítem à minha lista de decepção com a NET (abaixo segue as decepções anteriores):

  1. prometeram-me um desconto que nunca foi dado (não fui eu quem pedi, eles ofereceram por problemas que eles não sabiam justificar!)
  2. horário de atendimento via telefone da central de relacionamento não condiz com o publicado para a minha região (dificilmente consigo atendimento após as 18h!)
  3. na greve de correios, a segunda via de pagamento via web não funcionou nem no dia do vencimento, e a quantidade de atendentes para atendimento pessoal era ridícula (1 pessoa apenas!)
  4. planos com menos canais e mais caros <novo>

Alguém tem alguma oferta de TV por assinatura melhor? Estou aberto a sugestões!

Doiseu Mimdoisema

Cresci ouvindo a Rádio Ipanema (tenho sorte por meu irmão ter-me ensinado o que é boa música!). A rádio sempre teve uma característica de independência, sem praticar o famoso jabá (o contra-ponto disto é o elevado índice de propaganda, na minha opinião!).

Uma outra característica que me agrada na rádio é a oportunidade para novos artistas. Muitos artistas que escuto na Ipanema, só ouço lá mesmo (a Unisinos FM é bastante semelhante à Ipanema em alguns pontos e é outra rara rádio de bom gosto). Uma destas bandas que conheci na Ipanema foi o Doiseu Mimdoisema! Jamais escutei em outra rádio. E fazia tempo que não ouvia falar deles…

Assim, quando ouvi ontem o Jimi Joe (na Unisinos FM) comentando sobre a possibilidade de baixar as demos do Doiseu através do site da SUMA! Discos, eu não tive dúvidas, fui lá e baixei (existem outros artistas disponíveis, mas ainda não conferi).

Eu até tinha ouvido que o cara tinha gravado a fita sozinho, no quarto de casa. Mas não imaginava que ele tinha chegado a parar na Trama! Leia mais detalhes aqui. Meus parabéns à infinita criatividade humana!

Shell + Oracle + GNUPlot = gráficos legais

Recentemente estava pensando na possibilidade de visualizar de forma gráfica algumas informações de meu controle financeiro. Os dados já estavam todos lá no meu banco de dados. Bastava extraí-los de forma gráfica. Precisava de uma ferramenta para isto. Queria algo livre. Como resolver?

Bom, já havia mexido com o Jasper + iReport àlgum tempo atrás. Mas fiz pouca coisa. Vamos ver se resolvo de forma rápida. Abri, tentei, perdi a paciência e desisti!

Em função do meu mestrado em andamento, tenho usado muito o Gnuplot (vejam as páginas de exemplo para terem uma idéia do potencial da ferramenta) e tenho criado alguns gráficos bem interessantes. Além disso, sou fã de carteirinha de shell script. Os dados que precisava extrair eram facilmente resolvidos com um select ridículo. Opa, espera lá, eu posso unir as ferramentas e fazer isto! Algumas horas depois estava pronto meu script gerando o gráfico que eu queria.

Gostei da solução e resolvi compartilhar aqui. Para fins didáticos, modifiquei os dados que seleciono, permitindo o uso do schema do scott (uma base de demonstração/aprendizado disponível em bancos Oracle).

Usei o exemplo com Oracle pois meus dados estão neste banco, que uso no meu dia-a-dia. Mas pode ser facilmente adaptado para outros banco de dados (MySQL ou PostgreSQL, por exemplo).

Este é o gráfico gerado pelo script. E aqui está o código do script (se preferir, baixe diretamente):

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Reciclar é a solução?

Hoje, após o almoço, liguei o rádio no programa Bla bla bla da Unisinos FM e ouvi sobre a bela iniciativa da empresa Maxitex que produz fios têxtis, tecidos e malhas a partir de garrafas pets. Por falta de compradores eles também lançaram uma linha de vestuário, usando sua prórpia matéria prima. Meus sinceros parabéns pela iniciativa.

Mas existe algo que venho refletindo faz tempo e questionei-me ao ouvir o programa: após o tempo de uso dos produtos (um blusão por exemplo), o que fazer? Acho excelente a iniciativa de transformar garrafas pets em blusões, mas um dia este blusão voltará ao meio ambiente. E quando isto acontecer, saberão que este blusão é feito de fios plásticos e, por isto, deveria ter um tratamento diferente?

Penso que estamos atacando o lado errado da moeda. Muitas indústrias de reciclagem estão surgindo para compensar nossa tremenda falta de responsabilidade com o ambiente. Até acho que é um fator necessário e um caminho do qual não podemos fugir. Mas no caso específico das garrafas pets, acho que a pressão deveria sobre as indústrias produtoras de bebidas, e não em iniciativas de reciclagem.

Lembro de minha infância, quando íamos ao supermercado e, antes de entrar no estabelecimento, passávamos no setor de engradados (que costumava ficar no estacionamento) para trocarmos as garrafas e recebermos um vale (que era descontado no total das compras). Hoje, em alguns supermercados, nem existem mais tal setor! A exceção são as garrafas de cerveja (que vem sofrendo gradativametne uma queda impulsionada pelas latinhas e garrafas de vidro descartáveis). Lembro também que no início da onda de garrafas plásticas a maior fabricante de refrigerante cola chegou a lançar garrafas plásticas retornáveis (ainda existe uma destas na casa de minha mãe).

As latinhas de alumínio são um excelente exemplo de reciclagem. Mas o que ninguém percebe é que existe um altíssimo custo neste processo de reciclagem. O gasto energético para a reciclagem das latinhas não é ponderado na maioria dos casos.

Será que as garrafas retornáveis não são uma maneira mais
inteligente de combatermos a produção de lixo e o gasto energético?
Será que em nome de nossa comodismo (ao não levarmos até o mercado as garrafas
vazias e trocá-las) devemos continuar poluindo o ambiente e gastando energia em iniciativas de reciclagem? Nossos governantes não deveriam pressionar estas grandes corporações para mudarem seus hábitos (será que eles possuem tal “coragem”?)?

Enquanto aguardo esperançoso por uma mudança, vou fazendo a minha parte: deixei de consumir refrigerantes (na verdade muito mais por motivos de bons hábitos, mas já ajuda!).