Archive for the ‘ecologia’ Tag

Reciclar é a solução?

Hoje, após o almoço, liguei o rádio no programa Bla bla bla da Unisinos FM e ouvi sobre a bela iniciativa da empresa Maxitex que produz fios têxtis, tecidos e malhas a partir de garrafas pets. Por falta de compradores eles também lançaram uma linha de vestuário, usando sua prórpia matéria prima. Meus sinceros parabéns pela iniciativa.

Mas existe algo que venho refletindo faz tempo e questionei-me ao ouvir o programa: após o tempo de uso dos produtos (um blusão por exemplo), o que fazer? Acho excelente a iniciativa de transformar garrafas pets em blusões, mas um dia este blusão voltará ao meio ambiente. E quando isto acontecer, saberão que este blusão é feito de fios plásticos e, por isto, deveria ter um tratamento diferente?

Penso que estamos atacando o lado errado da moeda. Muitas indústrias de reciclagem estão surgindo para compensar nossa tremenda falta de responsabilidade com o ambiente. Até acho que é um fator necessário e um caminho do qual não podemos fugir. Mas no caso específico das garrafas pets, acho que a pressão deveria sobre as indústrias produtoras de bebidas, e não em iniciativas de reciclagem.

Lembro de minha infância, quando íamos ao supermercado e, antes de entrar no estabelecimento, passávamos no setor de engradados (que costumava ficar no estacionamento) para trocarmos as garrafas e recebermos um vale (que era descontado no total das compras). Hoje, em alguns supermercados, nem existem mais tal setor! A exceção são as garrafas de cerveja (que vem sofrendo gradativametne uma queda impulsionada pelas latinhas e garrafas de vidro descartáveis). Lembro também que no início da onda de garrafas plásticas a maior fabricante de refrigerante cola chegou a lançar garrafas plásticas retornáveis (ainda existe uma destas na casa de minha mãe).

As latinhas de alumínio são um excelente exemplo de reciclagem. Mas o que ninguém percebe é que existe um altíssimo custo neste processo de reciclagem. O gasto energético para a reciclagem das latinhas não é ponderado na maioria dos casos.

Será que as garrafas retornáveis não são uma maneira mais
inteligente de combatermos a produção de lixo e o gasto energético?
Será que em nome de nossa comodismo (ao não levarmos até o mercado as garrafas
vazias e trocá-las) devemos continuar poluindo o ambiente e gastando energia em iniciativas de reciclagem? Nossos governantes não deveriam pressionar estas grandes corporações para mudarem seus hábitos (será que eles possuem tal “coragem”?)?

Enquanto aguardo esperançoso por uma mudança, vou fazendo a minha parte: deixei de consumir refrigerantes (na verdade muito mais por motivos de bons hábitos, mas já ajuda!).

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Mutirão do Lixo Eletrônico / SP

Acredito que no RS a Secretaria do Meio Ambiente não tenha tomado uma atitude tão nobre quanto esta: Mutirão do Lixo Eletrônico (por favor me informem se eu estiver errado). Meus aplausos para o governo de SP que no próximo dia 30/10 promoverá este mutirão para coletar lixo eletrônico.

Alguns dados impressionam:

  • No lixo eletrônico é possível encontrar substâncias tóxicas como chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio (Fonte: SBPC);
  • Todos os anos são gerados 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos no planeta (Fonte: CDI);
  • Um celular tem um tempo médio de vida de 18 meses (Fonte: Vivo);
  • O Brasil já possui 122 milhões de celulares. São 64 aparelhos para cada 100 habitantes. (Fonte: Anatel);
  • A cada segundo, 23 celulares são fabricados no mundo. (Fonte: Motorola);
  • Um chip eletrônico exige 72 gramas de substâncias químicas e 32 litros de água para ser produzido. (Fonte: CDI);
  • A cada quatro anos, as empresas substituem os seus computadores. Nos domicílios, levam-se cinco anos para trocarem esta máquina (Fonte: Abinee);
  • Estima-se que 40% das pilhas comuns vendidas no Brasil sejam falsificadas. (Fonte: Abinee).

Referências:

Tratamento da água

Vi hoje a última reportagem de uma série que o Globo Rural fez sobre programas governamentais para a conservação de água. Sensacional saber que finalmente o governo percebe a importância de tais atitudes. Mesmo que em alguns casos os motivos possam ser mais econômicos do que de sustentabilidade, é ótimo saber de tais iniciativas.

Para os economistas de plantão, veja a justificativa de tais iniciativas, dadas pela secretária de meio ambiente e superintendente do Departamento de Águas de Nova York, doutora Emily Lloyd: “Nova York investiu até agora 1,5 bilhão de dólares nas montanhas de Catskill, mas, em compensação, economizamos dez bilhões, que teríamos gasto se tivéssemos construído as estações de tratamento que estavam previstas”

Prova que é mais barato preservar do que devastar e depois recuperar!

Gostaria de saber de notícias, ou exemplos de conservação, no nosso estado (RS). Se algum dos leitores souber de alguma iniciativa desta, por favor, deixe um comentário aqui.

Água engarrafada

A preocupação com o meio ambiente (como li outro dia: melhor seria o inteiro ambiente) tem sido uma constante em minha vida. Assim, sempre me interesso por notícias de sustentabilidade de nosso planeta.

Faz algum tempo que li uma notícia sobre um restaurante que não estaria mais vendendo água engarrafada (é possível encontrar diversos links que apontam para a notícia, só para citar alguns: 1, 2). Esta reportagem me fez repensar ainda mais minha atitudes.

Depois de ler a notícia sobre a água engarrafada, questionei-me o que mais eu poderia fazer. Meu consumo de água engarrafada nunca foi muito grande, mas tenho evitado ainda mais comprar água nesta forma.

Como prestador de serviço, acabo trabalhando em diversos locais diferentes. Em alguns destes locais eu já deixei de consumir copos plásticos, substituindo-os por uma garrafa “fixa”. Abasteço a garrafa com água evitando a necessidade de usar copos plásticos. Depois de ler a notícia, passei a deixar uma garrafa “fixa” na mochila do note também. Assim, ao visitar um local novo (ou que vou com menos freqüência), não gasto copos plásticos.

O próximo passo é deixar uma xícara (para os dias de frio, quando troco a água por chá) nos locais em que eu fico com mais freqüência.